História dos Chihuahuas

 

     O Chihuahua é o rei das raças Toy , não só pela popularidade que goza em todo o mundo, mas também pelo fato de ser considerado o mais pequeno cão do mundo.Ser-lhe-ia associado também o estatuto de cão mais antigo do continente americano, já que se pensa que as suas origens remontam ao período Azteca, descendendo de um cão chamado Techichi. Pensa-se que foi um cão sagrado e que as gravuras encontradas nas pirâmides de Cholula são representativas desta espécie. Segundo esta perspectiva, este cão é originário do México e adquiriu o nome do estado de Chihuahua, em homenagem à terra que o viu nascer. Naqueles tempos, este cão possuía um porte maior e uma pelagem mais longa, porém, a falta de achados arqueológicos que comprovem esta teoria, proporcionou que muitas outras surgissem na tentativa de iluminar o seu passado. Há quem associe a pequenez desta estirpe a um cruzamento efetuado com o Chinese Crested Dog, ou ainda quem a atribua à paixão chinesa de “miniaturar” os animais de estimação e as plantas.

 

    Só nos finais do séc. XIX é que esta raça sai do anonimato e começa a ser conhecida além fronteiras. Para tal, muito contribuíram algumas personalidades do mundo da representação (tal como Lupe Velez e Xavier Cugat) que apareceram em público com estes cães, o que atraiu a atenção do público. Foi primeiramente exportada para os EUA, onde participa numa exposição do Kennel Club Americano, em 1890. O primeiro Chihuahua a ser registado neste país foi o “Midget” em 1904. Ainda no mesmo ano, é oficialmente registada no studbook do American Kennel Cub com o nome de Chihuahua, sendo hoje considerada uma das mais antigas raças registradas naquela entidade.

 

    Em 1923, surge neste país o Chihuahua Club of America que privilegiava a variante de pelo curto, em detrimento do pelo longo. Só a partir 1952 é que as duas variantes se viriam a estabelecer no mundo da Canicultura com a mesma força. O advento da II Guerra Mundial acabou por se revelar extremamente prejudicial para o normal desenvolvimento da estirpe, uma vez que o número de exemplares diminuiu drasticamente, ao ponto desta ficar em perigo de extinção.

 

    Em tempo de paz, a sua criação e seleção retomou o seu ritmo e foi lentamente ganhando popularidade nos demais continentes como cão de exposição e companhia. Na verdade, o seu reduzido tamanho e o fato de ser uma raça muito pouco exigente em termos de criação, tornam-na numa das espécies mais cobiçadas por aqueles que pretendem um grande amigo num pequeno cão.

 

Fonte: www2.uol.com.br